CPFem divulga Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

A data é comemorada nesta sexta-feira, 28/5

Banner Ascom/TRE-CE. Descrição no texto.

Comissão de Participação Feminina do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (CPFem), em parceria com a Seção de Assistência Médica e Odontológica (Samed), orienta servidoras, magistradas, terceirizadas e estagiárias sobre os cuidados com a saúde física e mental das mulheres. A data, comemorada nesta sexta-feira, 28/5, busca conscientizar a sociedade sobre os problemas de saúde comuns na vida das mulheres, como câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade.

Saúde das mulheres importa

Sabe-se que, com a pandemia da covid-19, muitos foram os desafios e as alterações na rotina, principalmente para as mulheres, e, nesse contexto, a saúde não pode ser esquecida. Com o sentimento de acolhimento e de compromisso com a saúde e com o bem-estar, a CPFem apresenta um texto elaborado pela enfermeira da Samed, Raquel Nacle, com informações e orientações relevantes sobre os cuidados necessários na vida das mulheres.

O dia 28 de maio foi instituído como o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocorrido em 1984, na Holanda. Inicialmente, era voltado para uma reflexão da sociedade sobre as mortes maternas evitáveis. Com o passar do tempo, foi abrangendo outros temas relacionados à saúde feminina. 

No entanto, com o advento da pandemia de covid-19, uma pesada e opressora realidade adentrou todos os lares sem pedir licença, mudando completamente o foco do cotidiano bem como suas prioridades. Urgia definir o que era essencial e inadiável. O lar se transformou também em um lugar de trabalho, de reuniões e em escola. Como regente de uma orquestra complexa, a mulher passou a ser maestrina de todos os antigos e novos aspectos da vida doméstica.

Mudanças radicais, abruptas, somadas ao medo da doença, medo de adoecer, medo do adoecimento de seus entes queridos. Medo, medo, medo. Noites insones e dias repletos de velhas e de novíssimas e irremediáveis tarefas. Fadiga, ansiedade, depressão, pânico. Adoecimento e padecimento psíquico e emocional começaram a viralizar, tal qual o Sars-Cov-2. Às atribulações rotineiras, somou-se a necessidade de conciliação entre viver em meio a uma pandemia e os cuidados com a saúde.

O que pudemos observar, enquanto equipe de saúde institucional, ao contatar a quase totalidade de servidoras por telefone, foram mulheres perplexas diante de tantas mudanças repentinas em suas vidas, com uma imersão na vida doméstica, na vida escolar dos filhos, no cuidado dos pais, na adaptação do lar em ambiente de trabalho, de estudo e de intensa convivência.Para além da resiliência, era premente proteger a si mesma, proteger todos em volta, enquanto pulsava a preocupação com entes queridos que estavam longe. Cada mulher, cada casa, um mundo. Mas, para nós, observadores da saúde, vimos como as realidades se pareciam. Como cada uma, com suas diferenças, eram tão iguais. As queixas de medo, cansaço, sobrecarga, falta de tempo e, importantíssimo, a quebra de suas rotinas de cuidados médicos. 

Estudo publicado pelo American College of Physicians, afirma que os hormônios sexuais contribuem para respostas imunológicas diferentes entre homens e mulheres. Em geral, um dos hormônios femininos, o estrógeno, promove respostas imunológicas inatas e adaptativas que resultam em uma rápida eliminação de patógenos e uma maior eficácia vacinal. Por outro lado, embora a covid19 seja uma doença infectocontagiosa, ela, por si só, age como um estressor potente, causando sentimentos de medo e isolamento social por longos períodos. Além disso, a exposição prolongada ao estresse tem não só deflagrado como piorado quadros psiquiátricos, como estresse pós-traumático, síndrome do pânico e depressão, acometendo um maior número de mulheres (Primavera et al., 2020). 

A mulher, conhecidamente tão diligente com sua saúde pessoal, com suas consultas de prevenção de doenças e tratamentos, esbarrou na insegurança e na impotência. Consultas, prevenções e exames adiados. A que preço? O tempo dirá. Pesquisa feita pelo Ibope Inteligência, a pedido da farmacêutica Pfizer, revelou que 62% das mulheres no Brasil não foram realizar exames de detecção de câncer de mama este ano, devido à pandemia. Foram ouvidas 1.400 mulheres com 20 anos ou mais. 

A força de trabalho desse universo feminino não se furtou aos papéis de cuidadora de ascendentes e descendentes, muitas vezes esquecendo-se de si. Não se pode esperar a pandemia passar, ou a vida voltar ao “normal”, é imprescindível e inadiável manter a rotina de exames periódicos de saúde com seu médico assistencial, tentar encaixar uma atividade física prazerosa em seu dia a dia e ter, todos os dias, um momento para chamar de seu, para fazer algo que lhe proporcione alegria, nem que seja, simplesmente, fazer absolutamente nada. 

Por tudo isso, é que conclamamos a todas as mulheres que compõem a grande família da Justiça Eleitoral a se perguntarem: O que estou fazendo em nome da minha saúde?

Autora: Raquel Nacle, enfermeira da Samed. 

Fontes: sites da Febras, da Femama e o artigo Sex and Gender Differences in Health

Comissão de Participação Feminina 

Para a Comissão de Participação Feminina do TRE-CE, tratar desse tema é importantíssimo, pois desperta nas mulheres o dever de cuidar não só da saúde física, mas também da saúde mental.

Como destaca a servidora Adriana Queiroz, integrante da CPFem: "muitas vezes a mulher é o núcleo central de onde se ramifica as demais estruturas familiares e sociais. Sob essa perspectiva, destaco a necessidade de se prover um olhar acolhedor, de se estender uma mão que ampare ou de se dar um abraço que abrigue as demandas reprimidas da figura feminina."

A CPFem, em breve, lançará a campanha “#nósacolhemosvocê”, que visa prevenir e combater os diversos tipos de violência sofridos pelas mulheres que trabalham neste Regional, nos âmbitos institucional, familiar e doméstico, tratando de maneira simples, clara e objetiva os conceitos de violência e assédio e objetivando promover os sentimentos de acolhimento e segurança. O projeto foi pensado em consonância com a Meta 9 do Poder Judiciário. 

 

Arte: Lis Damasceno

#PraTodosVerem

Banner retangular com fundo cinza. Na parte superior, à esquerda, logo do TRE-CE; e à direita, identidade visual da Comissão de Participação Feminina. Ainda na parte superior do banner, centralizados e dentro de uma marca d'água rosa, Dia 28 de maio, em letras cursivas brancas; e Dia internacional de Luta pela Saúde da Mulher, letras pretas. Na parte inferior do banner, centralizada, ilustração de três mulheres com os braços levantados. As mãos das mulheres se tocam. Da esquerda para direita: mulher de pele negra, cabelos pretos e blusa rosa; mulher de pele negra, cabelo rosa e blusa azul-marinho; e mulher de pele branca, cabelo preto e blusa rosa.

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