TRE-CE apresenta situação do eleitorado fortalezense no Plenário da Câmara

O objetivo foi conscientizá-los da importância da divulgação desse cadastramento, de modo que, os eleitores não deixem para procurar atendimento apenas próximo ao fechamento do Cadastro Eleitoral

TRE-CE apresenta situação do eleitorado fortalezense no Plenário da Câmara

O presidente Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), desembargador Haroldo Máximo, a coordenadora de Atendimento ao Eleitor, Lorena Belo, e o assessor jurídico da Presidência, Caio Guimarães, compareceram, na manhã da última quarta-feira, 12/02, à sessão plenária da Câmara Municipal para apresentar os dados biométricos do eleitorado de Fortaleza aos vereadores da cidade. Acompanharam o desembargador, o juiz auxiliar da presidência, Flávio Bastos e o juiz auxiliar da Corregedoria, juiz Rommel Conrado. O objetivo foi conscientizá-los da importância da divulgação desse cadastramento, de modo que, os eleitores não deixem para procurar atendimento apenas próximo ao fechamento do Cadastro Eleitoral.

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Antônio Henrique, iniciou parabenizando o empenho do TRE-CE por realizar o cadastro biométrico do maior quantitativo possível de eleitores do Estado, o que foi evidenciado, entre outras ações, pelo mutirão realizado em novembro de 2019. Destacou, ainda, a importância do título para o exercício da democracia, através da escolha dos seus representantes, e as consequências da não regularização da situação cadastral. 

Na ocasião, o desembargador Haroldo Máximo ressaltou que a intenção é realizar "um trabalho conjunto para evitar que, no prazo final de fechamento do cadastro, tenhamos um significativo número de eleitores com o título cancelado. Em um ano eleitoral de eleições municipais, isso representa um prejuízo muito grande e, por isso, acho importantíssimo a atuação dos vereadores no objetivo de alcançarem os eleitores, sem conotação política, para que eles compareçam aos postos de atendimento o quanto antes."

Após, Lorena Belo frisou que embora o percentual de 80% do eleitorado com biometria cadastrada seja um número significativo, ele representa que cerca de 20% ainda não procuraram atendimento. "Hoje o eleitorado é em torno de 1 milhão e 800 mil eleitores e estamos na iminência de ver mais de 350 mil desses eleitores serem excluídos do cadastro, terem seus títulos cancelados, porque não fizeram o cadastramento biométrico."

Destacou também que, mesmo após o período obrigatório de revisão biométrica, o Tribunal prossegue com a descentralização do atendimento em quinze postos espalhados pela cidade. No entanto, a coordenadora observa que "os eleitores têm comparecido em um número pouco expressivo e os postos estão atendendo aproximadamente menos da metade de sua capacidade".

Por fim, Lorena Belo ressaltou a preocupação com a procura por atendimento apenas próximo ao fechamento do Cadastro Eleitoral. "Essa demanda, que não está se apresentando de forma gradativa, se acumula para o final do prazo e, assim, veremos, mais uma vez, um grande acúmulo de eleitores buscando atendimento somente nas últimas semanas e se deparando com uma estrutura que não será, logicamente, suficiente  para atender essa demanda tão concentrada."

O assessor jurídico, Caio Guimarães, destacou, durante a ocasião, que o cancelamento de um número expressivo de eleitores terá impacto nos votos válidos e quando, no cálculo de cadeiras ocupadas, modificar de alguma forma a composição das cadeiras desta Casa Legislativa. E afirmou que "é interessante, para que Fortaleza mantenha sua capacidade política dentro desta Casa Parlamentar, que a quantidade de votos válidos seja a mesma das eleições passadas e, para isso, os eleitores precisam comparecer a um dos postos para manter seu título eleitoral válido". 

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