TRE realiza evento em alusão ao Dia da Pessoa com Deficiência

O evento foi promovido pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal

Mural com varias fotos do evento em comemoração a pessoa com deficiência

A Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) promoveu, na tarde desta segunda-feira, 16/12, na Sala de Sessões, evento alusivo ao Dia da Pessoa com Deficiência, comemorado dia 3 de dezembro.

O evento, conduzido pela servidora Rivana de Azevedo, membro da CPAI, contou com a presença do presidente da Associação Cearense de Apoio aos Massoterapeutas Deficientes Visuais (ACAMDEVI), professor Pascoal Neto e do presidente do Instituto Vida Cidadã, assessor Herbet Viana, além de servidores e do público em geral. 

A diretora-geral em exercício do TRE-CE e presidente em exercício da Comissão, Orleanes Cavalcanti, realizou a abertura da comemoração. Na ocasião, a servidora entrou no local vendada para sentir as dificuldades que as pessoas com deficiência visual têm em seu cotidiano. 

Em seu discurso, expôs as iniciativas do Tribunal em promover a acessibilidade, como adaptação de seções eleitorais, a promoção de capacitação para os colaboradores, ressaltando que, nas próximas eleições, por sugestão do TRE-CE, os candidatos poderão declarar a deficiência, caso possuam, no requerimento do registro de candidatura, para fins estatísticos. Orleanes destacou a importância da temática inclusão social "É muito relevante que esse debate cresça e nós nos eduquemos para ele".

Em seguida, a servidora Rita de Cássia Brígido Feitosa, declamou o poema, de sua autoria, "O voto e a acessibilidade" que apresenta uma reflexão quanto às dificuldades que as pessoas com deficiência enfrentam e quanto à necessidade delas participarem, apesar dessas adversidades, ativamente da vida cidadã. "Minha mobilidade é reduzida, minha vida não".

O poema também destaca a importância das medidas da Justiça Eleitoral para a luta pela acessibilidade e inclusão, permitindo que a voz e o desejo dessas pessoas sejam ouvidos nas urnas.

Eu sei expressar minha vontade na urna. 

Eu sei! Eu sei que há desafios em toda esquina! 

Mas isso não me enfurna

 numa existência pequenina, 

isso não me acomoda num mundinho sem ação. 

Isso, sim, me incomoda; 

me cutuca;

me acorda para a participação.

(Trecho do poema O voto e a acessibilidade)

Após, o médico e mágico, Marcos Queiroz, elogiou a iniciativa do Tribunal e apresentou o grupo teatral Olho Mágico, em que atua como diretor. O projeto, patrocinado pelo Instituto Vida Cidadã e apoiado pelo Instituto dos Cegos, é formado por dezoito atores com deficiência visual completa ou com baixa visão e por dois professores: Nádia Fabrici e Lucas Duarte. O grupo possui quatro espetáculos, sendo três de comédia e um corporativo. 

O grupo Olho Mágico apresentou a cena "Dúvidas Pascais", que faz parte do espetáculo Vila Paradiso. A peça, encenada por Paulo Roberto Cândido, Rita Tomé e Claudiana Sampaio, apresentou, de forma divertida, os questionamentos e as observações inusitadas de uma criança sobre as datas comemorativas da Semana da Páscoa.  

Concluída a apresentação, o oficial de Justiça, Daniel Melo de Cordeiro, que possui deficiência física, apresentou a palestra "Atendimento com Excelência da Pessoa com Deficiência". Ele expôs o conceito de Pessoa com Deficiência, conforme a Lei Brasileira de Inclusão, destacando que esse termo "apresenta a pessoa com dignidade e realidade" em relação às suas características.

O palestrante também expôs práticas e procedimentos para melhorar atendimento da pessoa de acordo com a deficiência apresentada, por exemplo, a forma correta de conduzir um deficiente visual. Daniel Melo concluiu com uma reflexão sobre a importância de romper barreiras e, também, de superar dificuldades.

Finalizando o evento, Samuel Chaves e Vandevaldo Caetano, membros do Grupo Olho Mágico, apresentaram um Stand Up Comedy "Coisas que só acontecem com cego". A peça apresenta, de forma humorada, situações inusitadas, que os comediantes passam em seu dia a dia, que demonstram a falta de informação e, às vezes, preconceito das pessoas em relação a sua deficiência, sensibilizando e educando os espectadores. 

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